"A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor. Brilha tranqüila, depois de leve oscila, e cai como uma lágrima de amor”, descreveram Tom Jobim e Vinicius de Moraes em sua canção “A felicidade”. Tentavam os dois expressar esse sentimento tão singular e especial, e escolheram talvez o melhor meio para tal: a música. Cantando a felicidade, crê este admirador de ambos, Tom e Vinicius tentavam beliscar uma lasquinha desse sentimento imerso na canção, além de expressar aquilo que sentiam no momento em que ela dava as caras – quase que cem por cento das vezes, quando uma moça lhes tocava as pétalas do coração. Era o motivo de idêntica felicidade entre a dupla que, doutores no turbilhão do amor, sabiam onde tudo terminava por desbocar. Para reafirmar sua seita, o poetinha e o maestro soberano repetiam, e continuam a proclamar, por meio de seus seguidores: “Tristeza não tem fim; felicidade, sim”.
http://www.youtube.com/watch?v=MCPjp4qTmsM
O Molha a Palavra é um espaço criado por alguns amigos desocupados, no intuito de discutir as coisas da vida. Você está mais que convidado(a) a participar de todo esse papo de botequim. É só puxar uma cadeira, apresentar-se e passar a molhar palavras com a moçada! Seja bem-vindo(a)!
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
Grande momento
Cheguei em casa agora depois do turbilhão da
eliminação do Brasil na Copa, contra a Alemanha. Difícil expressar qualquer
opinião depois disso, até porque todos querem expressar, inclusive eu. Mas vou
dizer aqui o que eu penso.
A Alemanha, país maravilhoso, brilhante, está
ganhando um lugar no meu coração. Quando começou a Copa, os caras pulando com
os baianos, achei a coisa mais linda... “é bahêa, porra!”, gritavam os alemães,
ou qualquer coisa do tipo... não interessa. O que interessa é que esses caras
são heróis. São heróis por sua personalidade, por seu amor, por sua abertura
com um país que abriu os braços para eles. E eles foram, e jogaram-se em cima
do Brasil.
A Alemanha joga com alegria. O Brasil joga com 150
quilos em cima das costas. É assim desde o começo. “O Brasil ‘tem que’ ganhar a
Copa!”... e por quê, tem que?
A Copa tem a Alemanha, tem a Argentina de Messi, tem
a Holanda brigadeira, tem os chilenos que dificultaram pra nós, tem a Colômbia
do grande menino James, tem a Argélia maravilhosa, tem tantas zebras, tem
tantas emoções que aqui vão faltar devido à minha memória... porra, é
Copa!!!!!! É Copa, e eu to adorando, to achando o máximo, todos esses caras no
Brasil, brilhando.
A Alemanha ganhou porque é mais time, mas
PRINCIPALMENTE, porque está sabendo, como ninguém, usar a alegria do Brasil. E
isso não se faz pensando, se faz sentido.
Com toda essa ladainha, quero dizer que o Brasil
podia jogar descompromissado, porém, maravilhado por jogar em casa.
A selação de 82, tão lembrada – talvez ainda mais que
a de 70 –, é recordada até hoje, mas não ganhou o Mundial. É lembrada pela
alegria com que jogou, com que encantou a todos que tiveram o gosto de vê-la
jogar.
Mas olha, eu entendo demais todos esses nossos vinte
e três... deslizes acontecem por paixão, por amor, por um devotamento do
tamanho do mundo que todos aqueles caras tinham com todos nós, torcedores, com
a nossa pátria.
Imagine-se defendendo o Brasil em casa... é preciso
ganhar, é preciso! Mas vou dizer: NÃO É PRECISO.
A Alemanha é um timaço, como tantos são. O Brasil,
apesar de país do futebol, é mais um.
Parabéns à Alemanha, merecedora fantástica!
Parabéns à Seleção Brasileira, por segurar a
responsabilidade de representar todo um país em casa, em um momento em que
muita coisa rondava.
Com alegria eles seguraram a vaga, e com o excesso de
responsabilidade se perderam no sonho, que continua vivo em todos nós.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
"Saibas iniciante fazedor de poemas, Hábil na arte de usar hífens e tremas De nada vale a junção de palavras, inda que raras no dicionário; se lhes faltar emoção, a poética entravas, apesar de bom e rico vocabulário."
(Uma pequena dica do meu avô - Sebastião Nei dos Santos - aos meus versos primeiros)
Para todos vocês.
Fábio
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Quando você chegar
Depois que dizeres teu nome, nunca mais esquecerei.
Guardarei na minha lembrança, essa que vai fazer de tudo para levá-la para
sempre. Estava à tua espera, e você chegou. Em todo esse tempo, por onde andou?
O que fez enquanto te esperava? Gostaria de saber o que
viveu e aprendeu.
Agora, quero aprender com você, e te ensinar, também. Quero
trocar, dar e receber – amor, doçura, olhares, tudo que merecemos, meu bem.
Afinal, por tanto esperei, alguém que é tão difícil encontrar.
Mas Deus sabe a hora. Nele confiei toda minha espera. Irá
valer a pena.
Quando você chegar, meus olhos irão te abraçar. Você irá
sentir, e vai confiar.
Por toda a vida estarei com você. Iremos construir coisas
juntos, viajaremos juntos, vou te levar pra Ilha. Lá, nós vamos nos amar,
depois que eu te achar.
Você tem muito a me completar. Preciso de você, num fim de
tarde de domingo, numa noite de segunda, todos os dias, o dia todo no universo
do meu dentro.
Sem você não sou nem perto de ser eu. Preciso que vires tua
luz em minha direção, que me olhe com emoção – como alguém que não acredita ter
encontrado seu tesouro. Tu és o meu.
Quero sentir a liberdade de caminhar pelo teu corpo, e você
gostar, se viciar. Quero que chores quando eu partir porque, pode acreditar, eu
também vou chorar.
Quero que me ensines a cozinhar, ou aprendemos juntos. Quero
te ver dormir, e saber que ninguém mais, no mundo todo, está como eu, naquele
momento.
Quero te contar, me apoiar em você, e que você sinta o homem
que tens ao teu lado. Como nos filmes, de armadura e espada a te proteger.
Não vais chorar, só quando eu me for. Só quando, por um
instante, me perder. Você não vai querer, nem eu. Só quero ver você chegar.
Será tudo para quem já ama te ama, que andas perdida por aí.
Mas não precisa inquietar-se: quando você chegar, vai ser encontrar.
A mim, quê posso dizer?
Não poderei me conter, em te ver, sua mão vou pegar, e te
levar, pro alto do nosso lar ...
Fábio Blanco
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
As Putas Também Amam
As putas também amam
Ah! Mulher, menina!
Nua, forte, pensante
Moça decidida, linda e também amante
Como posso conquistar-te?
A sua fala medida me envenena
A sua dança incontida me embriaga
Qual o teu segredo?
Qual a tua história?
Deixa-me infiltrar nas entranhas de teus sentimentos
Deixa-me mergulhar no âmago do teu choro desavisado
Deixa-me sentir em teu peito o sangue pulsante de um sincero abraço
Puto que sou!
Puta que és!
Um casal embebido no egoismo da noite
O que me trará o amanhecer?
Um sorriso teu, apenas, há de ser
Por Guilherme Ladenthin
Ah! Mulher, menina!
Nua, forte, pensante
Moça decidida, linda e também amante
Como posso conquistar-te?
A sua fala medida me envenena
A sua dança incontida me embriaga
Qual o teu segredo?
Qual a tua história?
Deixa-me infiltrar nas entranhas de teus sentimentos
Deixa-me mergulhar no âmago do teu choro desavisado
Deixa-me sentir em teu peito o sangue pulsante de um sincero abraço
Puto que sou!
Puta que és!
Um casal embebido no egoismo da noite
O que me trará o amanhecer?
Um sorriso teu, apenas, há de ser
Por Guilherme Ladenthin
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Paz traíra do canto da sereia
Dia desses encontrei a Paz. Que
nunca pensei encontrar.
Ela veio, se aproximou.
Tímida, a afrouxar-se demorou.
Se apresentou. Pensei – será
mesmo ela? Tão diante de mim?
Mais desatada, Ela chegou,
sem que eu pudesse perceber
Me tocou, e fez sentir sua
anestesia
Uma sereia parecia, com seu
canto que seduz.
O êxtase não me veio. A Paz sim,
profunda...
Pico do Monte Everest –
serenidade do silêncio que ensurdece
Deixei-a me levar, pra onde
quisesse. Não tive o que fazer
Por tanto esperei...
merecia! E ela, cativava-me, mais!
Sim, desconfiei. Mas a Paz
imperou
Não podia duvidar. Tive de
deixá-la me levar
Deixei, e desabei. Precisava.
Não dava...
Divina, só quando não apunhala
Pelas costas
Ouvi o canto da sereia, e
permiti-me seduzir
Sorte
O resultado não é morte
Vida nova!
Por vezes me tento ao
calabouço
Eu sei. Não posso.
Meu mundo, agora, se abriu
Me apego se esvaiu
E eu, cresci.
Fábio Blanco
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
O texto a seguir não pretende esgotar todo o assunto relacionado à República Baurete, seus integrantes, agregados e frequentadores, mas apenas dar uma visão generalíssima da coisa. Dito isso, espera-se que os comentários complementem e enriqueçam a his(es)tória.
BAURETE CASA ABERTA
por Guilherme Faraco
Logo acima da porta por onde se entra para a sala, é possível ler o brocardo latino erga omnes, que significa, basicamente, para todos, ou que se estende a todos. Assim é a Baurete - uma casa que recebe a todos.
Hugo Bauretius, Giulius Bauretius e Mauricius Bauretius são os pais fundadores dessa pequena, porém orgulhosa nação.
Evento sagrado para os bauretes é a sua migração anual para a Ilha do Mel, que se dá no mês de outubro. Trata-se de verdadeira romaria, na qual o árduo caminho é trilhado em automóveis 1.0 e pode levar semanas, caso se percam em Curitiba ou na BR-101, o que, via de regra, acontece. Muitos bauretes perdem suas vidas durante a viagem, e não conseguem procriar.
domingo, 13 de janeiro de 2013
O que os pais esperam dos filhos
- Filho, e aí? O que você tá pensando em fazer quando terminar a facu?
- Putz, pai... não sei, não.
- Não sabe? Mas você precisa saber. Você tem que fazer alguma coisa pra ganhar o seu dinheirinho.
- Eu sei, pai. Mas tá foda...
- Tá foda o quê?
- Ah, pai... sei lá, na real não queria fazer nada.
- Como assim, não queria fazer nada?
- É, pai. Eu queria ficar mais na boa.
- Ficar mais na boa?!
- Ah, pai... eu não gosto muito de trabalhar. Prefiro ficar mais tranquilo.
- Não acredito que você tá me falando isso. Com essa idade! Já era pra você tá ganhando o seu dinheiro! Porque com a sua idade...
- Eu sei, pai. Com a minha idade você já trabalhava. Mas eu não tô afim.
- Você tá afim do quê, então???
- Ah, pai... eu tô afim é de ficar olhando pra elas.
- Pra elas, quem?
- Pra elas, ué! Aquelas de quem você quis tanto que eu gostasse. E acho que você rezou tanto que eu quero elas o dia inteiro.
- Que isso? Mas você tá pensando o quê da vida, meu filho??? Não sei nem por que a gente tá falando disso. Você precisa trabalhar!
- Pai, mas eu não quero...
- Pelo amor de Deus! Você acha que ficar coçando o saco "na boa" e "olhando pra elas" vai te dar alguma coisa?
- Acho!
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